
1959/2009
Qualquer psicólogo o saberá melhor do que eu: sempre foi evidente que Michael Jackson sofria de um problema deste género. Dizia-se que dormia numa cápsula de oxigénio puro, andava de máscara para não apanhar doenças e correram rumores de que o seu corpo seria congelado, como o de Walt Disney, para fintar a morte. Jackson vivia num mundo de fantasmas de que ele próprio se tornou um actor. Esquelético, coberto de roupas, com a pele cada vez mais pálida e com aparições públicas a intervalos cada vez mais espaçados, estava a tornar-se isso mesmo: uma personagem pouco mais concreta que um fantasma.
Michael Jackson estava a desaparecer gradualmente, a dissipar-se na atmosfera, quando veio anunciar uma nova série de concertos. De um momento para o outro voltava a ter um pé neste mundo, tornava-se palpável. Mas, pensando melhor, talvez os concertos não o tenham aproximado do mundo dos vivos: aterrorizado com a perspectiva de 50 espectáculos, o fantasma arrependeu-se e decidiu retirar-se para a sombra.
Em relação a Michael Jackson, ainda há muito por dizer.
ResponderEliminarSegundo li num jornal qualquer, a empregada defende que ele apenas tinha acordado 10 espectáculos e, de um momento para o outro, já eram 50.
Acredito que foi consumido e corrompido por um mundo demasiado cruel, onde a sua personalidade não foi suficiente forte. Apesar da fama, a verdade é que ele era muito fechado sobre si próprio.
Embora não fosse das maiores fãs dele, admito que o seu papel foi importantíssimo e nunca será esquecido...
Continuação de bom trabalho com o blog :D